Carlos Manuel Brito Leal Queiroz nasceu em Nampula – Moçambique a 1 de Março de 1953. Chegou a ser guarda-redes de futebol mas depois apostou tudo na formação académica no ISEF. Mais tarde chegou à Federação Portuguesa de Futebol onde se sagrou Campeão do Mundo (como treinador) de sub-20 em 1989 e 1991. Como consequência natural chegou à Seleção principal onde falhou a qualificação para o Mundial de 1994.

Com uma equipa recheada de jovens, vários deles campeões mundiais com Queiroz, Sousa Cintra tinha o sonho de o contratar. Com a eliminação europeia (estranhíssima) aos pés do Casino Salzburgo em Dezembro de 1993, o então presidente do Sporting achou que era chegada a altura. Queiroz orientou pela 1ª vez a equipa leonina a 13 de Dezembro de 1993 com um triunfo sobre o Beira Mar (1-0, golo de Cadete). Nessa mesma semana deu-se o fatídico acidente de Cherbakov, a estrutura abalou, mas conseguiu chegar quase ao fim do Campeonato da luta pelo título, que falhou com o terrível 3-6 de Alvalade frente ao Benfica. Entretanto apostou em jovens como Poejo ou Porfírio, reabilitou Vujacic e votou Jorge Cadete ao ostracismo…. Na final da Taça de Portugal foi derrotado na finalíssima frente ao FC Porto (que já era de Robson…).

Para 1994/95 partiu com todas as ambições. Os melhores jogadores da temporada anterior (com exceção de Paulo Sousa) permaneceram e o conjunto foi reforçado com futebolistas da estirpe de Marco Aurélio, Oceano, Carlos Xavier, Sá Pinto e Amunike! O Sporting tinha uma grande equipa mas o Campeonato falhou porque o FC Porto fez uma prova quase sem mácula. A carreira leonina teria dado o título em muitas outras épocas mas nesta não chegou… Salvou-se a vitória na Taça de Portugal (2-0 ao Marítimo) que acabou com um jejum de conquistas 13 anos depois! Entretanto surgira Dani – um jovem de quem se esperava “este mundo e o outro” mas que acabou por não confirmar as expetativas.

Em 1995/96 perdeu Figo e Balakov (“apenas” os 2 melhores jogadores da equipa), mas chegaram Pedro Martins, Afonso Martins, Pedro Barbosa, Dominguez, Assis ou Paulo Alves. Na Supertaça, 2 empates frente ao FC Porto (Octávio viria a ganhar a competição em final de temporada, um título que também foi de Queiroz). O Campeonato até nem começou mal, mas a eliminação em Viena para a Taça das Taças e 3 derrotas consecutivas em Janeiro comprometeram definitivamente a temporada. A contestação foi aumentando e com um empate na Luz (0-0) a 17 de Fevereiro de 1996 terminou a sua ligação ao clube.

Depois de Alvalade a sua carreira tem sido um corropio sem fim. Esteve nos EUA, no Japão, nos Emirados Árabes Unidos (Seleção), na África do Sul (Selecção), no Manchester United (adjunto), no Real Madrid, de novo no Manchester United (adjunto) e mais uma vez na Seleção (onde levou Portugal ao Mundial 2010). Depois saiu e continua a treinar um pouco pelo mundo inteiro. Esteve à frente do Irão, que conseguiu qualificar para o Campeonato do Mundo, e depois da Colómbia.

Na foto, Queiroz com o seu adjunto José Alberto Costa nos tempos do Sporting.

CARLOS QUEIROZ como treinador do SPORTING
ÉPOCA J V E D GM GS % TÍTULOS
1993/94 30 19 6 5 65 27 73,3%
1994/95 42 29 10 3 78 24 81% TP
1995/96 32 19 8 5 64 26 71,9% ST
Total 104 67 24 13 207 77 76% TP – ST

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